ATELIER – OAM – 3

 

LUGARES – 2007. Sala Cláudio Carriconde, CAL – UFSM.

Matheus Moreno

“Lugares: conexões e sensações”

 

Busco trabalhar com a temática do OAM e parto da concepção dos lugares, com seus elementos, características próprias e possibilidades de relações entre estes.

O espaço que habitamos e nos relacionamos, exerce influência em nossas sensações e sentidos, este espaço que busco faz relação com o caráter sensitivo que é gerado pelos lugares, seus materiais e características, podendo, ou não, ser estes usuais.

Registrando espaços variados na forma de vídeos e fotos, fiz uma análise das características distintas de cada local, de suas possibilidades plásticas, buscando criar instalações com os desdobramentos destas linguagens.

Nesta instalação busquei criar um espaço, com estas diversas linguagens que venho pesquisando, objeto (sala, móveis, interfaces), Multimeios (vídeo, fotografia), Arquitetura e Urbanismo – conhecimento de projeto, materiais e métodos de análise.

           O espaço geométrico e rígido da arquitetura, sendo envolto por material orgânico e plástico, de forma a se assemelhar como um órgão, com espaços internos, conexões e cavidades diversas, que possam passar estas sensações impostas pelo material utilizado (lona preta) ou pelas imagens de pequenas janelas, dos vídeos e fotografias.

 Quanto à lona plástica, observei que este material era isolante de temperatura e de outras sensações, sendo este usado por moradores de rua e em construções.

             Com o objetivo de envolver a figura humana, testar suas sensações e comportamentos perante o objeto que convida a participação, foi construído duas cabines, revestidas com plástico preto de espessura e máscara, objetos cobrem os rostos ao serem usados, possuindo abertura para a visão, respiração e áudio.

Os vídeos que são mostrados nesta cabine possuem o ponto de vista do observador frente a lugares que se encontra sozinho e em deslocamento, de modo distinto para cada um destes locais. Estes lugares são: uma trilha de um morro, uma via pavimentada e casas em ruínas. 

 Nos vídeos, seja de uma trilha aberta que pode gerar vários novos caminhos, buscando compreender as transformações de seus elementos, durante o passar de anos ou dias, ou na maneira que as pedras se organizam, inicialmente por total intervenção humana. Que com a ação do tempo e intempéries, passando a relacionar-se com outros elementos, compondo um espaço com maior número de intervenções, cada uma destas contendo uma série de identidades diversas para as linguagens e os materiais usados.

Seguindo esta linha de raciocínio, passei a trabalhar com “móveis-objetos”, produzidos com lona plástica preta, material que já vinha usando, simplificando assim as formas e originando um espaço de descanso e interação, resultante do conforto gerado pelos materiais de revestimento e enchimento.

           

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