ATELIER – OAM – 1

 Partindo da pesquisa com cartazes de papel, acumulados nas ruas e que se tornam como cascas, uma espécie de pele que reveste locais do espaço urbano; passei a analisar outros tipos de revestimentos, seus ambientes e suas características particulares.

Logo foram feitas 2 portas no corredor do CAL, de maneira a comporem com a porta de acesso ao atelier 1326, que se encontrava ao centro destas duas. A porta a esquerda foi construída com um marco de madeira que foi encontrado no corredor do Centro de Artes e Letras, disposto de maneira que um cartaz fica no seu interior, com colagens sobrepondo, assim como, espaço livre para comentários, uma coleção de latas de cerveja (de alumínio), objetos não colocados por mim, esta porta esta disposta de maneira que não dá acesso a nenhum lugar.   

  A porta ao centro dá acesso ao ateliê 1326 (Objeto Arte e Multimeios): Obra coletiva realizada por mim e por outros integrantes do Atelier,  composta por diferentes matérias do cotidiano, estes se integrando de maneira que esta sobreposição seja percebida como uma casca ou uma teia, com linhas, tecidos, objetos, madeiras, pregos, placas e cartazes com símbolos e textos que remetem a território, também tem a função de conter recados e mensagens, assinaturas e espaços livres para intervenções de qualquer pessoa, alem de servir também como porta.  

 

Na medida em que os trabalhos cresciam de tamanho e diversidade de materiais sobrepostos, notava-se como alteravam as sensações de espaço que possuíamos previamente, e o potencial que estes têm de envolver-nos.

Os buracos e os espaços internos que encontravam-se escondidos atrás das camadas passaram a despertar minha curiosidade, pois buscava construir objetos tridimensionais que não fossem totalmente maciços, que pudessem conter espaços internos vazios e que estes poderiam ser aproveitados, e que talvez pudessem ser leves e malháveis.     

Experimentei estes trabalhos em locais abertos (construídos e naturais) e fechados (sala de aula e na boate do DCE). Alguns objetivos foram alcançados, mas buscava proporcionar maior envolvimento com as pessoas, de maneira que estas pudessem se sentir atraídas a interagirem com os objetos, seja de maneira confortável ou não.   

 

A partir destes trabalhos passei a observar mais as características destes materiais, como os tecidos e plásticos, e a utilizar estes em tentativas de trabalhos tridimensionais e com espaços internos ocos. Criando algumas peças de roupa com lona plástica pude observar as potencialidades deste material, suas características de isolar a temperatura e os sentidos humanos.

 

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